domingo, 21 de dezembro de 2008

SER SENTIDO SER

Ser e sentir
Sair de si
Sentir o outro
É se sentir
Se descobrir
E se ausentar
Partir e amar
Sentido de ser
Experimentar
Experienciar o viver
Sentir os sentidos
É sentir-se
Compartilhar
Gozar...gerar
Razão de ser
Sentido de ser
Sentido de existir
Sentir sem ter que explicar
Sentir por sentir
Voltar a si
E se sentir um pouco mais
Sentir e sentir-se
Nunca é demais
Sentir para se doar
Para se libertar...
Para se sentir um ser que sente
Que vive
E que transcende
O tempo...as dores...as perdas
Pois já que és tudo o que sentes.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

PERFIL

Sou o reflexo sem nexo, sem forma, sem normas...
Sou o amor desfigurado, aquele amor deformado pela dor
Sou tão incerta quanto a noite.
E tão cega quanto o dia
Tão louca quanto os poetas e as poetisas
Sou a metáfora lida e relida
Esquecida nas estantes das livrarias
Sou uma mera versão, sou a cópia imperfeita
Mas sou única, sou Fênix, sou fera...
Prazer!
Meu nome é Isabella.

domingo, 30 de novembro de 2008

ARTE ABSTRATA

A felicidade é um belo quadro
Fixado em uma parede de cores vivas.
E a arte imóvel representa a agonia do artista
Que estático gira em torno das horas que o consome.
É a sua fome...é a sua sede de vida que o agita.
A felicidade é capturada, mas logo o sofrimento a liberta.
E se manifesta na sua arte.
A felicidade é um belo quadro abstrato.

domingo, 23 de novembro de 2008

SÉCULO XXI

Me sinto um objeto no lugar errado
As posições estão invertidas
E eu estou totalmente perdida
Não consigo distinguir as cores
E tudo esta alinhado
Corretamente formatado
Centímetros milimetricamente pensados
Tudo esta de acordo,
Memorizado, decorado, ensaiado
Mas meu corpo e meus sentidos
Pedem pelo improviso
Meus sentimentos querem os riscos
Os desafios...
Eu quero a falta de juízo
É isso que chamam de livre arbítrio?
Quero parar de pensar como um físico ou matemático
Podem me chamar de louco, irracional e lunático
Podem me chamar de pobre, sem ambições, um grande otário
Que se fodam os partidos, as ideologias, as profecias, as ciências, as estatísticas...
Sou prisioneiro do sistema
Mas minha identidade, minha verdade e minha sabedoria são só minhas
Não há instituição nem religião que me doutrinem.
Não sou mais um objeto dessa globalizada vitrine de corpos esquálidos,
Cérebros domesticados e gostos manipulados.

sábado, 18 de outubro de 2008

NOVO MUNDO

Falar sobre minha vaga existência
Trás um desconforto inquietante
E diante do mundo me coloco
Como a navegadora errante
Que “descobre” novos mundos
Outros seres...outras línguas
E o desencontro se faz encontro
Nesse meu mundo romanesco
E por minha vida passam forasteiras
Aventureiras em busca de tesouros perdidos
São seus sonhos perdidos no mundo até então desconhecido
Mas que agora é desbravado e desterrado
Por mãos que não se recolhem
Mas sim, que afagam e que acolhem
O novo mundo agora é terra fértil
E sonhos brotam, o desejo jorra,
A boca implora por mais...
Ambição?
Não!
É o mar que clama por paixões
E o corpo se torna embarcação
Os longos cabelos são as velas
É teu olhar a mirar o horizonte
Enquanto padeço nesse mundo
Que eu mesma criei
Que eu mesma inventei
Terra onde ainda não me encontrei.
Onde avisto ao longe
No mar, no horizonte
As embarcações que eu inspirei
A se lançarem ao mar.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

SAGRADO

Pensar...
Falar...
Explicar...
Argumentar...

E eu te peço para esperar...

Enquanto isso...

Tentamos amar...
Desejar...
Arriscar...
Acordar...

Enquanto o tempo nos esquece...

Mas resistimos...
Ao tempo...
À distância...
A ausência...

E o sentimento único e verdadeiro permanece...
Não se esmorece como as paixões vis que nos entregamos.
Nosso amor é sagrado...
Tão sagrado que respeitamos o tempo exato.
Para este amor ser vivido e não mais exaltado.
Ser explicitamente carnal e não mais poetizado.
Ser real e surreal.
Não mais um amor ideal...
E o tempo não será mais nada,
Para esse amor imortal.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O TEMPO E O NADA

O nó na garganta não desata
O olhar se retrai...ele não encara.
E tudo porque o coração não é livre
É prisioneiro desse amor irascível que não se apaga.
O amor que me leva a revoluções inquietas em minha alma
E as mais instigantes aspirações que não me levam a nada.
E só o tempo passa e passa e passa...
E tudo aparentemente permanece intacto.
O sonho que jamais desejei sonhar
A fantasia que jamais poderia se realizar.
E a vida segue...a realidade me persegue
E eu não sei mais o que é real...o que é ideal...
O que é fantasia ou o que é sonho...
Não sei mais o que é amor e o que é medo.
Vago então pelo labirinto imprevisível do meu eu
A procura de mim mesmo.

domingo, 17 de agosto de 2008

SOMMELIER

Não sinto mais o calor penetrante e inflamável de suas mãos
A me derreterem sem pressa, sem qualquer pudor.
Não tenho mais aquele seu olhar devorador
Desumano quando me arrebatava sem tréguas
Quando me possuía sem qualquer moderação.

Não há mais afagos...nem mesmo o sabor doce
A sensação de te degustar
E de provar cada gota sua
Assim como o sommelier que apura cuidadosamente
O sabor do vinho mais raro...

Liquido sagrado
Perdido nos estilhaços
A taça foi quebrada pelo tempo.


quarta-feira, 30 de julho de 2008

PREDESTINAR

O cárcere esquecido
No vazio dos sonhos
Não vividos.

Nos asfaltos, nas escadas,
Nas transversais das esquinas
Estão lá toda banalização
Toda rotina.

Infalíveis armadilhas!
Que desafiam a iminência tardia
De se viver.

domingo, 20 de julho de 2008

LUXÚRIA DESPIDA

O amor me fez vadio
Um indecente sem moral
E sem romantismo
Meu amor é carnal
Sem ser natural
Não sou piegas
Não sou ingênuo
Sou só um corpo
Que se alimenta
De outros corpos
Corpos livres
De teorias inválidas
Tão inválidas como
Minhas promessas...

domingo, 6 de julho de 2008

AMORES IMPOSSÍVEIS

A poetisa por um segundo realiza a alquimia das palavras e dos sentimentos, ao transformar em poesia os amores que não viveu. Amores que só podem ser descritos por não terem sido vividos, mas sim unicamente sentidos.
Ser poeta é ter amores impossíveis, amores que serão mais que meras cicatrizes. Amores capazes de ultrapassarem qualquer distância e qualquer perda, pois a perda não existe quando o amor vive e revive, nasce e renasce como uma Fênix livre.
A voracidade de Cronos tenta dizer-me o contrário e quer lançar-me a esses amores tão ternos e sinceros, mas não sei como tocar em algo tão sagrado. Sendo assim, prefiro cultuar esses amores no santuário dos meus sonhos e celebrar entre louvores o mantra poético que só os amores impossíveis podem ouvir...podem sentir.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

CATARSE

Não quero mais desafiar o mistério
Nem mesmo desvendar os segredos
Não quero mais sonhar com seus beijos
E a noite é o cenário perfeito para essa encenação sem atores
Num silencioso monólogo que só reflete as dores que nunca passam
E antes que baixem as cortinas desse dramático espetáculo
O improviso se torna o artifício mais natural
Em meio a catarse de nossos destinos.


domingo, 1 de junho de 2008

Rarefação

A sede de amar me fez uma solitária no deserto
A ausência se tornou comum
Tão comum que me ausento de mim
E assim fico sem qualquer remorso ou rancor
Fico a espera de algo que ainda não sei
Que ainda não descobri
Mas que toquei um dia
Que senti me dominar e me tomar
Como o mar toma o sal
Como o céu abraça as estrelas
Era assim como a vida que não vivi
Ou talvez como morte que me purificará
Era a luz inominável do amor a me iluminar.



domingo, 25 de maio de 2008

SUBJETIVIDADE

A maior subjetividade poética é o amor
E o amor nada mais é que a irracionalidade
Abstrata do desejar.
Sem tocar quando se sente
Amar mesmo estando ausente
Um ser quase que inexistente se comparado
Ao seu amor.
Amar sem querer, por querer e assim querer
Sempre amar ainda mais.
Amar em um mundo tão contraditório se torna
A experiência mais louvável neste grande laboratório.
Um desafio para a dureza de nossos sentimentos
Que rebelados ou enterrados continuam os mesmos...
Na subjetividade de nossos medos.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

ODE A DOR

Se a poesia for capaz de descrever ao menos um pouco da dor que sinto
Da saudade enraizada em meu ser
Da angustia que me faz refém
Não farei outra coisa a não ser escrever
Mas ainda sinto que minha dor não pode ser narrada,
Nem descrita, nem derramada em palavras...
A dor que me atravessa a alma não pode ser amenizada,
Não pode ser tratada...
É uma dor que não pode ser curada
E o espírito já se encontra morto
Dentro de um corpo aparentemente vivo
Mas que há tempos já não responde a nenhum estímulo
Mas espere, agora percebo que minha poesia também morreu
Pois ainda são as mesmas de quando eu vivia.


sexta-feira, 2 de maio de 2008

PARADOXO

Não ouso compreender o poder da palavra
Apenas me julgo e me declaro
Prisioneira do mal que escrevo.
Não meço o sentimento e nem o verso
Disparo rajadas de ressentimentos
Sem arrependimento.
E depois enalteço a vida com tal apreço
Que chego acreditar em tudo que desconheço

Nesse paradoxo artesanal de palavras
É construída e destruída toda realidade
Seja na lógica de toda mentira
Ou na necessidade efêmera da verdade.


sexta-feira, 25 de abril de 2008

E O TEMPO FRACASSOU

No início é dilacerante, cortante, rasgante...
A tal ponto que a própria dor te anestesia.
A dor te alivia, te esfria
Te faz impenetrável e ao mesmo tempo tão vulnerável...
A uma música, a um cheiro...
Um pensamento que te esgota,
Que te derrota e que bate insistentemente em sua porta.
Passam-se os dias...os meses...as horas
E tudo aparentemente esta diferente.
Mas as vozes ainda não se calaram...
As musicas não silenciaram...
Os pensamentos não se esgotaram...
E o coração ainda esta lacrado, corroído, partido e sem rumo.
Mas desse cenário impreciso,
Dessa desolada esperança
Eis que surge uma mudança.
Um novo amor?
Não pode ser...
Depois de tanta decepção,
Tantos dias de solidão...
O amor eis que aparece!
Estampado em um outro rosto...em um outro corpo.
Volto assim a sorrir, a andar de mãos dadas,
A me sentir abraçada e quem sabe até amada.
Mas amor...eu não sinto.
Pois me dói ainda o amor sofrido,
O amor não correspondido
O amor que minha alma não desata de si.
O amor que sinto sentir.
E a voz não se calou...
A música ainda toca...
E o pensamento...este...não importa...

sábado, 19 de abril de 2008

TRANSCENDENTAL

Transcendes o tempo, a ausência, a dor,
A dúvida e a saudade que não sei sentir.
Ao transcender tudo aquilo que chamei de amor.
E tudo aquilo que imaginei viver
E que não sei dizer ao certo se vivi.
Pois você transcende mais um dia que me fere
Ao transcender a noite que violentamente me arrebata
Atirando-me em camas frias e vazias.
Transcendendo toda solidão mal disfarçada
E toda essa paixão representada.
Ao transcender meu corpo, ao possuir minha alma,
Que transcende essa realidade equivocada,
Na qual não sou mais nada
Apenas uma poeta apaixonada
Entregue a sua poesia passional...surreal
Meu único poema transcendental.

sábado, 5 de abril de 2008

ARTEFATO

O sexo globalizado
O amor pré-fabricado
A paixão industrializada.
Todos expostos
Em vitrines
Nas esquinas
Nos desfiles
Em 3D.

É a junção do mundo capital
Ao sentimento superficial.
Todos com fins comerciais
Virtuais...temporais.
Grandes lucros...
Inebriantes adicionais.
Que só duplicam ainda mais
Ao comprar ou furtar
Almas sem valor.


quarta-feira, 26 de março de 2008

EGO

Antes que a vida me libertasse da ilusão da realidade
Decidi viver sem ter que escolher...
Não faço planos, não tenho prazos,
Desfaço o futuro incerto ao tecer ironicamente
O presente onde não me acho.

Não sei se quero dizer sim
Não sei se vou dizer não.

Posso ficar em silêncio
Enquanto a contradição responde por mim
Tudo o que sei
E o que não sei sentir.

quarta-feira, 19 de março de 2008

AMORES

Amores insanos e derradeiros
Mergulhados em qualquer ato de desespero
Amores de instantes
Amores distantes
De momentos irrisórios
De segundos eternos
Amores em tempos incertos.

Amores surreais
Amores artificiais
Naufragados em instintos irracionais
Amores aclamados
Em gestos inacabados
Amores sinceros e manipulados

Amores vividos...fingidos
Amores esquecidos...inventados
Revelados nos olhares inalterados
Amores desejados e aguardados

Amores castos...devassos
Condenados ao prazer infinito
Amores diversos...distintos
Porém em seu íntimo
Todos iguais.


quarta-feira, 12 de março de 2008

Eternas Deusas

Vejo a lua
Tímida e nua
Tomar pouco a pouco
Seu lugar ao céu.
Dividindo com as estrelas
Os segredos contados pela noite.
Em sonhos,
Em versos,
Em sons...
Em forma de imagem
E em toda sua verdade se resume
A sabedoria esplendorosa da Natureza
Ao criar suas eternas Deusas.
Assim se pronúncia o grande mistério.....
Mulher.

quarta-feira, 5 de março de 2008

INQUIETAÇÃO VORAZ

A loucura move minhas vontades e meus instintos.
A emoção se torna um constante conflito
Um rito de prazer e martírio.
É a perversidade da dor que eleva meus sentidos

A angústia me ampara com seu tormento
Instintos, poeira perdida e lançada aos quatro ventos.
E pensar que ontem era tudo tão diferente....
Sentia seus braços, sentia seu coração acelerado....

Agora já é noite... tudo passou
O coração se calou
Peço apenas que não roube
mais nada de mim....

Abasteço-me de sensibilidade e de dor
E na imensidão desse infinito de amarguras
Procuro encontrar a passagem apenas de ida....
Por onde hão de passar meus pensamentos.

A tristeza por vezes me consome
Aqui se morre duas vezes
O abismo, o pecado, a condenação....
Corpo sem alma que me leva a loucura.

A espera do próximo combate
Que desafia a inexistente sanidade
Inquietação voraz a me iludir
Feridas abertas pelo anseio de te sentir.
Parceria com minha querida amiga Darla Violet.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

QUADROS

Campos floridos pelo pincel
Da primavera

Campos de batalha floridos
Apenas por rosas vermelhas

Todas tão delicadas
Agora estão pálidas... despedaçadas

O homem acaba de recriar
A Natureza-Morta.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

INFAME


Sou o mais infame aprendiz
Que não sabe o que fala
Nem mesmo entende o que diz

Só mais um aprendiz
Que enaltece a ingenuidade caótica
De um mundo solidariamente destruído.

Mas que se reconstrói
Em sua próxima aprendizagem
De aprendiz desiludido.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

DESCONCERTANTE ACERTO

Perdi a calma
A alma
E as palavras fugiram
Quando eu mais precisava.

Agora posso entender o vazio do abandono
O desespero das noites sem sono
E o sol ofuscado em dias nublados

Tudo antes me parecia tão confuso e complicado
Inexplicável para meu coração, ainda imaturo.
Que se julgava feliz por estar calmo
Por se sentir seguro e protegido

Porém hoje,
Estou convencido
De que não há nada melhor
Do que estar apaixonado e perdido.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

ROMAN

Hoje minha vida é um conturbado romance francês...
Descrita em páginas amareladas pelo tempo
Inspirada na contraditória emoção refletida em Stendhal.
O capítulo presente é tão inóspito
Totalmente impróprio para leitores mais ávidos por aventuras.
Assim fulguram inúmeras páginas tingidas por amarguras
Nas entrelinhas de uma solidão profunda.
Drama indispensável
Verdades inconfessáveis.
Ingredientes fartos nessa narrativa incerta e imprecisa.
E tal autora não se arrisca a escrever o fim.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

INÚTIL COVARDIA

Enquanto me retraio na clausura de minha covardia,
O amor desfila toda sua glória e sua valentia diante de mim.
E eu fico inerte...imóvel
Ao esboçar reações que não se concretizam.
E o tempo sombrio sussurra ao meu ouvido que não sou nada.
E por mais que eu saiba que sou alma, que sou vida e luz.
O medo de forma vil e debochada
Ironiza essa paz dissimulada.
Zombando de minha confusão,
Dessa comodidade em vão.
E o amor sem vacilar
Me convida aos riscos, aos prazeres,
As lágrimas, a dor e sua total redenção.
Nessa hora silencio meus pensamentos, meus gestos
E quanto às palavras....
Retire-as de minha boca agora.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

CASUALIDADE SEM CAUSA

Ignoro o embaraço
Quando me desfaço do acaso
O acaso que por acaso não existe!
Vê! Nem mesmo este poema é por acaso
Nem mesmo os fatos, os passos,
As quedas ou os saltos...são por acaso.
Assim como meu grito, meu silêncio e meus gemidos,
Jamais foram sem motivo.
Tudo vai em direção de algum sentido
Mesmo quando não se pode prever o seu destino.
É assim com os sonhos, com as palavras,
Com as promessas, com as paixões...
Ameaças permanentes, que desafiam a força do acaso...
Esse acaso inexistente.

domingo, 6 de janeiro de 2008

DECLARAÇÕES


Quantos lábios beijei
Quantas mãos afaguei
Quantas declarações...
Invenções que eu criei.
Pessoas que eu jamais amei
Nem tão pouco a elas me entreguei
Me iludi por assim querer
E sofri sem querer sofrer
Confesso...amei um único ser
Que me fez ver
Que tudo o que senti e sinto
Não é amor
É apenas um refúgio para esquecer
O que eu temo jamais esquecer
O único e verdadeiro amor
Que me atrevi viver.