Não sinto mais o calor penetrante e inflamável de suas mãosA me derreterem sem pressa, sem qualquer pudor.
Não tenho mais aquele seu olhar devorador
Desumano quando me arrebatava sem tréguas
Quando me possuía sem qualquer moderação.
Não há mais afagos...nem mesmo o sabor doce
A sensação de te degustar
E de provar cada gota sua
Assim como o sommelier que apura cuidadosamente
O sabor do vinho mais raro...
Liquido sagrado
Perdido nos estilhaços
A taça foi quebrada pelo tempo.
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